Setor têxtil nos primeiros seis meses de 2018

Você sabia que o setor têxtil registrou uma queda de quase 4% na produção de vestimentas entre janeiro e junto de 2018? Isso em comparação com o mesmo período do ano passado.

Esses dados foram divulgados pela Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit) e também mostram que houve um recuo de 3,5% nas vendas do varejo, no período de janeiro a maio também de 2018.

Algumas razões explicam o mau desempenho do setor têxtil no primeiro semestre ano ano, dentre elas: o inverno menos rigoroso, a queda de consumo durante a Copa do Mundo, a greve dos caminhoneiros e as incertezas com o processo eleitoral. É claro que outros fatores também contribuíram para o desempenho abaixo do esperado do setor têxtil.

Além disso, o número de vagas formais de trabalho nesse setor ainda está abaixo do esperado também. Só a greve dos caminhoneiros resultou em uma perda de produção de até cinco dias!

Os consumidores também estão preferindo comprar bens de consumo duráveis, como carros e outros produtos de maior valor, graças à melhora no acesso ao crédito para pessoa físicas.

Menor crescimento no setor têxtil

A Abiti também alterou a previsão de crescimento do setor ao longo de 2018. O aumento previsto fica entre 0,4% e 1%, antes essa estimativa era de um aumento de até 2,5%! Já em relação ao faturamento, a previsão ficou no mesmo patamar: US$ 46 bilhões, ou R$ 154 bilhões. Esse faturamento deverá ser um reflexo do ligeiro aumento na produção e nos preços – entre 6% e 7%.

Entretanto, esse reajuste ainda não recupera a margem de lucro do setor têxtil e é somente derivado do aumento de custos.

Só em 2017 a venda do setor têxtil no varejo aumentou 7,6% e teve um faturamento de US$ 45 bilhões, ou R$ 144 bilhões. Já a produção de peças de confecção cresceu 3,5%. Portanto, para o segundo semestre de 2018 a expectativa é de melhora para o setor têxtil.

Para 2019 a Abit tem uma visão positiva e favorável até esse momento. a entidade prevê um aumento na produção de cerca de 3% e no varejo um crescimento entre 3% e 4%. Sendo assim, o setor têxtil vai se recuperar!

 

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